Parlamentar condiciona votação de projetos do Executivo à consulta ao partido, deixando demandas da população em segundo plano
Feira de Santana se encontra, mais uma vez, diante de um episódio que evidencia o embate entre interesses partidários e as demandas da população. A vereadora e ex-presidente da Câmara Municipal, Eremita Mota (PP), declarou recentemente que só irá votar projetos encaminhados pelo Executivo municipal após consulta ao seu partido, o Progressistas (PP).
Essa postura levanta questionamentos sérios sobre o comprometimento da parlamentar com o bem-estar dos feirenses.
A afirmação de Eremita soa como uma submissão às diretrizes partidárias, ignorando o princípio básico de um mandato parlamentar: representar o povo. Em um contexto onde decisões legislativas podem impactar diretamente áreas como saúde, educação e segurança, condicionar o voto à aprovação de um partido é um desrespeito às necessidades da população e até mesmo aos próprios eleitores da vereadora.
Durante sua atuação na Câmara Municipal, Eremita já havia demonstrado resistência em aprovar projetos encaminhados pelo Executivo, postura que prejudicou avanços importantes para o município. Agora, ao condicionar sua atuação legislativa ao crivo partidário, ela escancara uma visão política que prioriza interesses de grupo em detrimento do coletivo.
A declaração também revela uma inversão de prioridades. Projetos que podem beneficiar milhares de feirenses correm o risco de serem barrados, não por falta de mérito, mas por alinhamento ou discordância ideológica do partido. Essa lógica, além de injusta, reforça a desconexão entre os representantes políticos e a realidade vivida pelo cidadão comum.
O papel do vereador é fiscalizar, propor e votar medidas que melhorem a vida da população. Quando essa responsabilidade é ofuscada por interesses políticos, o maior prejudicado é o povo. A fala de Eremita coloca em xeque sua capacidade de agir com independência e compromissada com Feira de Santana.
Enquanto políticos como ela colocarem a bandeira partidária acima das demandas públicas, a cidade continuará refém de interesses que pouco dialogam com o progresso e a qualidade de vida. É fundamental que os eleitores observem atitudes como essa e cobrem de seus representantes um posicionamento que priorize Feira de Santana, e não os bastidores partidários.
Redação: Portal de notícias hora da informação
Foto: Arquivo câmara municipal de Feira de Santana